A situação de degradação ambiental provocada em terrenos localizados na rua Guilherme Nunes por causa da obra de substituição da rede coletora de esgoto foi discutida em uma reunião no dia 25/03, na Câmara, que contou com a presença do SAAE, da Secretaria de Meio Ambiente e de moradores do local.
Vale sublinhar que essa obra, fruto de convênio com a Agência Peixe Vivo celebrado em 2024, abrange tanto uma área de 4.3 km, ao longo das margens do córrego Gameleira, que vai da Barraginha à ponte do Bonfim, quanto uma área de 870 metros, às margens do rio Pará, no São Luiz.
A execução dessa obra em 09/03 causou vários danos ambientais e materiais em uma área, onde moram 53 famílias na região da r. Guilherme Nunes. Luís Carlos Marques, um dos moradores, perguntou se os muros e cercas derrubados pela obra serão reconstituídos. Essa ação torna-se urgente na avaliação de Marques, pois já houve tentativa de invasão de uma casa. O Diretor-Geral do SAAE Clóvis Rabelo informou que provisoriamente um arame farpado será instalado em vários pontos.
Outra questão discutida foi o tamanho da intervenção realizada pela empresa que executou a obra. Michele Ferreira, moradora do local, disse que a Polícia Ambiental esteve na região e atestou que a obra apesar de ter licença para atuar em uma área de 2,5 mil m2, operou em 9 mil m2.
Outra crítica dirigida pelos moradores é que uma área perto da Barraginha virou brejo. Por causa desses e de outros problemas, perguntou-se sobre a assinatura do Termo de Ajuste de Conduta, e Rabelo esclareceu que a minuta do documento já está sendo revisada.
O Secretário de Meio Ambiente Gustavo Camargos, por sua vez, também informou, por outro lado, que alguns proprietários praticaram ações inadequadas no local que é área de preservação permanente (APP) como por exemplo, implantação de cercas e muros, plantação de milho e mandioca, e criação de animais.
